O início da Quaresma volta a aquecer o consumo de pescado em todo o Brasil e gera forte expectativa de aumento de movimento em bares e restaurantes.
Em diferentes capitais, os dados já indicam um cenário de alta expressiva. Segundo a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), nesse período, o consumo de peixe costuma crescer, em média, cerca de 20% no país, tanto no varejo quanto no foodservice, impulsionado pela tradição religiosa e pela substituição temporária da carne vermelha.
“A Quaresma segue sendo um dos momentos mais relevantes para o setor de pescado no Brasil. Historicamente, nos bares e restaurantes, observamos crescimento na faixa de 15% a 20% nas vendas, o que representa uma oportunidade sólida e consistente para o segmento. Já no varejo, o aumento médio fica entre 20% e 35% durante o período, podendo chegar a picos de 200% a 300% na Semana Santa propriamente dita”, afirma Júlio César Antônio, presidente da Abrapes, reforçando que para bares e restaurantes, é a hora de ampliar cardápios com pratos criativos e acessíveis, captando essa demanda sazonal e impulsionando o faturamento de forma significativa, beneficiando toda a cadeia produtiva.
Esse movimento reforça a importância da data para o setor de alimentação fora do lar. Muitos estabelecimentos já ampliam cardápios, diversificam espécies e apostam em receitas regionais e preparações mais acessíveis para atender a demanda crescente. A tradição religiosa permanece como motor central, mas vem acompanhada de um consumidor que busca variedade e qualidade, tanto no pescado nativo quanto no importado, um comportamento que beneficia diferentes elos da cadeia produtiva, das empresas de pesca, dos criadores nacionais e dos importadores ao restaurante.
Segundo Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o período representa mais do que um simples aumento sazonal. “A Quaresma é uma oportunidade de fortalecer negócios em todas as regiões do país. O crescimento do consumo de pescado mostra que o brasileiro valoriza cada vez mais a diversidade gastronômica e reconhece o peixe como uma proteína ao mesmo tempo versátil e acessível no dia a dia, mas também nobre nos cardápios mais refinados. Para bares e restaurantes, é um momento de ampliar a criatividade na oferta de pratos, atrair novos públicos e impulsionar o faturamento”, afirma.