Mudança nos hábitos de consumo fortalece o lar como principal espaço para refeições e redefine oportunidades para marcas e varejistas
O lar voltou a ganhar protagonismo nas decisões dos brasileiros e vem se consolidando como o principal ambiente para refeições e ocasiões de consumo de alimentos e bebidas. Dados do primeiro trimestre de 2025 mostram que as refeições realizadas em casa cresceram 5,5% na comparação anual, enquanto o consumo fora do lar registrou retração de 1,9%.
O movimento indica uma mudança no comportamento do consumidor após o período de retomada das atividades presenciais. Ao invés de abandonar o ambiente doméstico, os brasileiros passaram a incorporar ao dia a dia atributos antes associados ao consumo externo, como conveniência, prazer e experiências gastronômicas diferenciadas.
A tendência é particularmente forte entre a Geração Z. Entre os consumidores mais jovens, o consumo doméstico de alimentos e bebidas avançou 7,1%, impulsionado principalmente pelos momentos de lanche. O comportamento reflete uma rotina alimentar mais fragmentada, com maior número de ocasiões de consumo ao longo do dia e valorização de produtos práticos e convenientes.
A busca por equilíbrio entre nutrição, praticidade e controle de gastos também contribui para fortalecer o papel do lar como centro de consumo, no qual ganham espaço métodos de preparo considerados mais saudáveis, como forno, grelha e fritadeiras elétricas, além de categorias alinhadas a uma alimentação mais equilibrada.
O envelhecimento da população e a crescente preocupação com bem-estar reforçam essa transformação, que vai além do aumento do volume consumido em casa e passa a influenciar a qualidade das escolhas alimentares.
Para a indústria e o varejo, o movimento representa uma oportunidade de desenvolver produtos e experiências capazes de atender a um consumidor que busca conveniência, saúde e prazer sem sair de casa.