Um exemplo é a colombiana Pelypes, que fortalece sua presença na América Latina com um portfólio voltado a soluções que combinam barreira técnica, segurança para contato com alimentos e menor impacto ambiental.
Com sede em Bogotá, a empresa atua no desenvolvimento de materiais para restaurantes, hotéis, padarias e serviços de catering. Entre as principais soluções está o filme antigordura, desenvolvido para aplicações em produtos de panificação e redes de alimentação, com a função de impedir a migração de óleo e preservar a integridade das embalagens durante o uso.
O portfólio também reúne filmes produzidos em PLA (ácido polilático), bioplástico obtido a partir da fermentação de matérias-primas vegetais, como milho, mandioca e cana-de-açúcar. O material é destinado a aplicações em contato direto com alimentos e pode ser submetido à compostagem industrial, onde se decompõe em dióxido de carbono, água e biomassa em poucos meses, sem gerar microplásticos. A empresa também fornece filmes de EVA para aplicações industriais voltadas aos segmentos de borracha e plásticos.
A trajetória da Pelypes acompanha a expansão do mercado global de embalagens sustentáveis. O segmento de embalagens biodegradáveis para alimentos movimentou cerca de US$ 18,3 bilhões em 2024 e tem projeção de alcançar US$ 43,8 bilhões até 2032, com crescimento médio anual de aproximadamente 11,5%, impulsionado pelo avanço das regulamentações sobre plásticos descartáveis e pela incorporação de metas ESG nas cadeias de alimentação.
Na América Latina, esse mercado foi estimado em US$ 800 milhões em 2024, com Brasil e México concentrando a maior demanda e expectativa de crescimento médio anual de 7,5% até 2034. Paralelamente, a capacidade mundial de produção de bioplásticos deverá ultrapassar 7,5 milhões de toneladas até 2026, refletindo a expansão do uso de materiais renováveis em diferentes aplicações.



