Categoria deve ultrapassar US$ 28 bilhões até 2030, impulsionada pela busca por praticidade, saciedade e alimentos ricos em proteína
Os snacks de carne vêm ampliando sua participação no mercado global de alimentos impulsionados pela busca por conveniência, alto teor proteico e formatos compatíveis com rotinas cada vez mais dinâmicas. Avaliada em US$ 19,28 bilhões em 2024, a categoria deverá alcançar US$ 28,54 bilhões até 2030, refletindo a crescente demanda por alimentos que combinam praticidade e valor nutricional.
O avanço é particularmente expressivo nos Estados Unidos, principal mercado da categoria, mas também cria oportunidades para a América Latina, região que movimentou cerca de US$ 300 milhões em 2024 e apresenta crescimento consistente, liderado por países como Brasil e Argentina, que contam com cadeias produtivas consolidadas de carne bovina, suína e de aves.
Entre os fatores que impulsionam a expansão do segmento estão o interesse crescente por alimentos ricos em proteína, o consumo de porções individuais e a busca por produtos capazes de proporcionar maior sensação de saciedade. Ao mesmo tempo, consumidores vêm demonstrando preferência por formulações mais simples e listas de ingredientes reduzidas, movimento que tem incentivado fabricantes a investir em produtos alinhados aos conceitos clean label.
A diversificação das matérias-primas também ganha espaço na categoria. Embora os snacks à base de carne bovina continuem predominantes, produtos elaborados com carne suína e de aves ampliam sua participação em diferentes mercados, favorecidos pela disponibilidade de matéria-prima e pela possibilidade de desenvolvimento de novos perfis sensoriais.
Para a indústria latino-americana, o cenário abre oportunidades de expansão em uma categoria de maior valor agregado, combinando a disponibilidade regional de proteínas animais com a demanda crescente por alimentos práticos, ricos em proteína e alinhados às tendências globais de consumo.