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Startup cria embalagens reutilizáveis para delivery

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Julia Berlingeri e Ana Beatriz Nunes fundaram a re.pote para diminuir o número de embalagens que vão para o lixo; empresa coleta potes nas casas dos clientes

Nascida em São Carlos, no interior de São Paulo, a engenheira de produção Julia Berlingeri se mudou para a capital paulista para trabalhar. Foi quando percebeu o quanto era difícil ter tempo para cozinhar depois de um dia de trabalho e horas no trânsito. Recorreu ao delivery, mas ficou incomodada com a quantidade de embalagens que acabavam no lixo.

A primeira ideia de Berlingeri foi levar seu próprio pote nos restaurantes para levar a comida para casa. “Dessa forma, meu problema estava solucionado, mas sabia que seria muito difícil pedir para que as pessoas fizessem o mesmo”, afirma Berlingeri. Mas e se as embalagens reutilizáveis já estivessem nos estabelecimentos?

A solução veio com a re.pote, startup que fornece um serviço de embalagens reutilizáveis para restaurantes. Depois do uso, a empresa coleta os itens nos domicílios dos clientes, higieniza e devolve aos restaurantes. O pote foi desenvolvido com a ajuda da Poli Júnior, empresa júnior da Universidade de São Paulo (USP), e pode ser usado cerca de 300 vezes.

O negócio foi fundado junto com a publicitária Ana Beatriz Nunes, que também tinha interesse em criar um negócio sustentável. Ao comentar sua vontade com amigos, eles a apresentaram a Berlingeri. Juntas, elas começaram a re.pote. Ao longo de 2020, as empreendedoras trabalharam para criar o modelo de negócio e participaram de alguns programas de aceleração, entre eles o Braskem Labs.

A startup desenvolveu um serviço de assinatura para entregar embalagens reutilizáveis para restaurantes parceiros em que os clientes selecionam pelo aplicativo que desejam o item da re.pote. Depois de receber a embalagem, o consumidor pode escolher utilizá-lo em casa ou acionar a startup para fazer a coleta do item.

Os responsáveis pela retirada dos potes são de um coletivo de bicicleta. “Fizemos uma parceria e, toda vez que recebemos uma solicitação, eles vão até o endereço fazer a coleta”, diz Nunes, complementando que a startup optou por bikes também pensando no impacto ambiental.

A expectativa é que, em uma parceria com cinco restaurantes, com um volume médio de 600 pedidos mensais, seja possível diminuir 10 milhões de embalagens durante o tempo de vida útil do pote.

Por enquanto, o serviço está disponível apenas no restaurante Banana Verde, na Vila Madalena, em São Paulo. Mas a empresa já fez também uma parceria com o iFood em que, a cada três potes retornados, o consumidor recebe um cupom de R$ 15 para usar no aplicativo. A expectativa é fazer parcerias com mais estabelecimentos, primeiramente na capital paulista, e depois em outras cidades e estados.

Além disso, a startup deseja espalhar conteúdos sobre práticas mais sustentáveis. “Queremos ser uma plataforma de conhecimento e divulgação da economia circular. Sentimos que esse é um assunto pouco divulgado sobre o que cada empresa e cada indivíduo pode fazer. Muitas pessoas acham que a melhor coisa para fazer com o lixo é reciclar, mas tem várias coisas que podemos fazer, inclusive reutilizar”, diz Berlingeri.

 

 

 

 

 

Fonte: Revista PEGN 13.05.2021

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