Empresa prevê faturamento de R$ 4 milhões em seu primeiro ano de atividades
Nascida em julho de 2020, a startup Brota espera faturar R$ 4 milhões em seu primeiro ano de operação com a venda de hortas compactas a um universo de mais de 17 mil clientes, sobretudo da zona urbana. Em seis meses de operação, a empresa atendeu 10 mil pessoas e faturou R$ 2,2 milhões.
Cada horta tem seis cápsulas individuais de 20 por 20 centímetros. Elas podem ser utilizadas para o cultivo de 12 diferentes tipos de plantas, entre as quais temperos como manjericão e coentro, além de tomates cereja e camomila. O kit custa R$ 225.
A empresa deu seu primeiro passo em junho de 2020, quando os fundadores, os cariocas Bruno Arouca e Juan Correa e o capixaba Rodrigo Farina, criaram uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse. Eles levantaram R$ 535 mil com o crowdfunding em uma pré-venda de 3 mil produtos.
Com o dinheiro da campanha, o trio desenvolveu as primeiras hortas e também investiu em maquinário, contratação de mão de obra e abertura efetiva da empresa. Em seu primeiro mês de operação, a Brota atendeu 2 mil clientes e, até dezembro do ano passado, teve crescimento médio de 10% a 15% ao mês.
Para 2021, os planos da Brota incluem ampliar as opções de cultivo e também de equipamentos e acessórios. Hoje, as hortas da startup já contam com um sistema de irrigação autônomo que precisa ser abastecido com água apenas a cada 25 dias.
Além da venda das hortas, a Brota trabalha com a reposição de suas cápsulas ao preço de R$ 8 a R$ 14, de acordo com a planta escolhida.
“Nossa intenção desde o início é trazer a mais pessoas uma forma diferente de enxergar o consumo sustentável. Gerar uma experiência prazerosa com o alimento que elas mesmas cultivam dentro de casa sem gerar mais esforço para isso”, afirma Rodrigo Farina, CEO da startup, em nota.
Fonte: Valor Econômico 10.02.2021



