Lançada nesta quarta-feira, 23, pela SaudaBe Group, a pesquisa ‘O Futuro da Saudabilidade no Mercado Sênior’ traz um panorama geral do público 50+
Neste mês de novembro, o mundo chegou a oito bilhões de habitantes. Junto a este número, dados apontam também o envelhecimento da população global. Para se ter uma ideia, dos 210 milhões de brasileiros, atualmente temos 37,7 milhões com 60 anos ou mais. E, em 2060, este número representará 25% de toda a população, de acordo com informações das Nações Unidas. E se estamos vivendo mais, é crescente o desejo de se envelhecer melhor. Em pesquisa lançada nesta quarta-feira, 23, pela SaudaBe Group, 62% dos respondentes, por exemplo, afirmaram estarem se alimentando melhor e praticando atividades físicas para uma velhice mais saudável.
Realizado com 200 respondentes de todo o Brasil, o estudo “O Futuro da Saudabilidade no Mercado Sênior”, teve como objetivo entender quais são as principais necessidades do mercado saudável para as pessoas de 50 a 60 anos, que representam o futuro perfil do mercado sênior. Nele estão informações referentes a suas principais preocupações, hábitos e atitudes de compra.
Ativos e com poder de compra
“Na pesquisa, pudemos perceber que este público está se preparando para uma nova jornada de terceira idade. Eles serão mais ativos, antenados e saudáveis do que a geração anterior. De acordo com os respondentes, 50% dizem estar se cuidando para poder viajar mais, já 36% para praticar mais esportes e 22% para continuar trabalhando até quando desejar. Desta forma, o bem-estar para poder continuar produtivo vai trazer um novo perfil de consumo para os próximos anos”, explica Rodrigo Marsilli, co-founder da SaudaBe Group.
Além disso, um dos pontos do estudo é o poder de compra deste mercado, o que o torna altamente interessante para diversos setores, como alimentação, vestuário, educação e turismo, por exemplo. De acordo com os respondentes, 31% seguem trabalhando como autônomos, 29% são funcionários e apenas 9% se dizem aposentados. Vale se destacar também, que a renda média da população acima de 65 anos de idade é mais alta do que a renda média da população entre 14 e 64 anos de idade em todos os anos, de acordo com dados do IBGE.
Hábitos de compra
“A pesquisa apontou que esse público está se adaptando a um novo estilo de vida e aos produtos existentes no mercado. Um ponto interessante é que para grande parte dos respondentes, os produtos mais saudáveis são aqueles tidos como naturais ou orgânicos, como frutas, legumes e cereais, por exemplo. Acreditamos que isso se dá porque em sua infância consumiram produtos menos industrializados. Assim, esse back to basics é ainda mais forte para essa geração” explica, Bruna Pavão, CEO & Founder da SaudaBe Group.
Entre os alimentos saudáveis que possuem maior interesse de compra, estão os sucos para 48,5% dos respondentes, os cerais e óleos para 46,5% e os alimentos básicos, como arroz e feijão, para 40% dos entrevistados. Segundo a pesquisa, os motivos para a escolha dos alimentos acontecem em primeiro lugar por sua funcionalidade, em segundo lugar por sabor e em terceiro lugar por seu preço. O fator marca vem apenas em 4º lugar, tendo a Nestlé, a Sadia e a Mãe Terra um lugar de destaque quando se pergunta quais as marcas mais saudáveis lembradas pelos entrevistados.
Para realizar as compras de produtos saudáveis, 60% dizem frequentar supermercados e 51% hortifrutis e sacolões. A pesquisa aponta também que este consumidor ainda tem certa resistência a compras via internet, já que apenas 5% realizam todas suas compras de produtos saudáveis online e 45% dizem não realizar esse tipo de compra online. Quando perguntados sobre ticket médio investido em produtos saudáveis, os respondentes afirmam que o valor fica em uma média de R$229,00, enquanto para a compra de produtos em geral, esse valor é de R$428,00.
Rotina e utilização da internet
Quando o assunto é a implementação desses hábitos mais saudáveis no dia a dia, a pesquisa aponta que a busca pelo equilíbrio é o que predomina, mas ainda há desafios a serem superados. Entre os respondentes, 35% procuram realizar atividades físicas de 2 a 3 vezes na semana, cerca de 60% evitam açúcares e frituras e grande parte busca realizar suas refeições em casa. Por outro lado, 52% disseram não realizar visitas a profissionais de saúde, cerca de 20% deles apresentam doenças crônicas como pressão alta e hipertensão e para mais de 30% o lanche da tarde e o jantar são as refeições mais difíceis de serem realizadas de forma saudável.
Além disso, a pesquisa também mostrou que as redes sociais e a internet são grandes aliadas na busca por conhecimento sobre saudabilidade e longevidade. Para 67% dos respondentes, o Google é sua principal fonte de busca, e o YouTube ocupa a 2ª posição com 57%. Além disso, 60% disseram buscar informações sobre um estilo de vida mais saudável em redes sociais, com o Facebook sendo o preferido de 68% dos pesquisados.
“Estamos vivendo um ponto de virada em nossa sociedade, em que as pessoas estão olhando para a terceira idade com mais planejamento e como uma nova fase para realizar sonhos e desejos. Estar bem fisicamente e mentalmente é vital para que isso tudo se realize. Assim, acreditamos que esse é um mercado com grandes oportunidades e que o setor de serviços e a indústria precisarão passar por adaptações e transformações nos próximos anos para atender as necessidades trazidas pelos novos seniores”, finaliza Rodrigo.
Confira abaixo mais alguns dados da pesquisa:
Hábitos e desafios alimentares
• 73% consideram o almoço sua refeição mais saudável
• 31% evitam carne vermelha
• Mais de 70% buscam almoçar e jantar em casa
Saúde mental e física
• 29% dizem cuidar muito da saúde mental
• Apenas 4% frequentam psicólogos e psiquiatras
• 25% não pratica nenhuma atividade física
Relação com produtos saudáveis
• 62% consideram alimentos naturais ou orgânicos como os mais saudáveis
• 48,5% dizem que os sucos são sua categoria de maior interesse ao escolher um produto saudável
• 46% dizem que as informações nos rótulos são suficientes para suas tomadas de decisão
Hábitos de compras
• 70% dizem que a recomendação de profissionais da saúde auxilia no processo da escolha de alimentos
• 60% realizam suas compras de produtos saudáveis em supermercados
• 37% fazem pequenas compras ao longo da semana