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Food InnovationRadarVenda digital de alimentos avança

Venda digital de alimentos avança

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Redes de supermercados e plataformas online expandem operação e investem em tecnologia para suportar alta na demanda e fidelizar nova base de consumidores

Apesar do cenário econômico delicado, o varejo alimentar, que manteve suas atividades mesmo com o isolamento social, tem desbravado canais alternativos. Além de adotar novas práticas como o distanciamento mínimo entre um cliente e outro nas filas de pagamento e a higienização dos carrinhos de compra para continuar com suas operações de maneira segura para os clientes, as redes de supermercado estão investindo ainda mais no seu canal de compras online, via aplicativo ou site.

As vendas online se intensificaram no período da Covid-19, impulsionadas pelo aumento de pedidos, de acordo com a 41ª edição do Webshoppers, estudo sobre o comércio eletrônico brasileiro realizado pela Ebit | Nielsen. No período de 17 de março a 27 de abril, o e-commerce em geral apresentou alta de 20% de novos consumidores, acima do ano passado, que registrou um crescimento de 19% no mesmo período. O setor que mais ganhou novos clientes no comércio eletrônico foi o autosserviço, que inclui venda de alimentos, com 31% de novos consumidores entre março e abril. Neste período de 2019, essa alta foi de 16%, ou seja, os consumidores de autosserviço online praticamente dobraram de um ano para o outro.

Os dados se refletem nos números de vendas online de grandes redes de supermercados como Extra e Pão de Açúcar, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), e Carrefour. Os sites de vendas do Pão de Açúcar e Extra apresentaram crescimento de 76% em termos de clientes e 150% no número de acessos no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, as vendas online representam cerca de 3% da receita bruta do varejo alimentar do GPA.

“Abril foi maior que março; maio, maior que abril; e junho está maior que maio. Ou seja, o canal de supermercado online se confirma e entra no hábito de muita gente. É realmente uma demanda crescente”, afirma Rodrigo Pimentel, diretor de e-commerce alimentar do Grupo Pão de Açúcar, que compreende as marcas Pão de Açúcar, Extra e a plataforma de vinhos Pão de Açúcar Adega. O executivo conta, ainda, que os tickets do e-commerce estão maiores. “Observamos os tickets muito altos, ticket médio cinco vezes maior do que o de loja. No e-commerce, a frequência de compra é alta e com tickets extremamente altos”, reforça.

Outra operação de e-commerce alimentar que está apresentando bons resultados durante a pandemia do novo coronavírus é a do Carrefour. “Com a Covid-19, o nosso e-commerce food literalmente mudou de patamar. Tivemos um crescimento de um pouco mais de três vezes do pré-Covid para a Covid. Aumentamos cerca de três vezes o nosso volume”, revela Luiz Escobar, head de e-commerce do Carrefour Brasil.

Não são apenas as grandes redes de supermercados que registraram altas nas vendas do e-commerce alimentar, as plataformas de supermercado online, como Supermercado Now e Zipp, também notaram esse aumento. O Zipp, que vinha crescendo cerca de 15% ao mês no ano passado, mais do que dobrou o faturamento em março — mês de início da quarentena no Brasil — na comparação com fevereiro. “Em abril dobramos de novo o faturamento de março e em maio continuamos crescendo também. Não dobramos, mas tivemos um crescimento de mais ou menos 30%. De fevereiro para hoje, quintuplicamos o faturamento da empresa”, indica Adrian Tsallis, sócio do Zipp.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Meio & Mensagem 03.07.2020

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