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Food InnovationFood ServiceEntenda a febre das dark kitchens: o que é e como funcionam

Entenda a febre das dark kitchens: o que é e como funcionam

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Com a redução do público nos restaurantes, estabelecimentos têm optado pela abertura de cozinhas destinadas exclusivamente para a entrega em domicílio

O setor de alimentação foi, sem dúvida, um dos mais impactados pela crise causada pelo covid-19 no Brasil. Ainda que considerados um serviço essencial, o que permitiu o funcionamento mesmo no momento mais crítico da pandemia, os restaurantes se viram, do dia para a noite, sem clientes, já que grande parte da população estava confinada em casa.

A forma encontrada para driblar a crise foi o delivery, que cresceu exponencialmente em 2020 e abriu uma nova oportunidade de negócio na área: as dark kitchens.

As dark kitchens, ou cozinhas fantasmas, são restaurantes que só existem no mundo virtual. Não existem lojas físicas e nem mesas para os clientes. Possuem apenas uma cozinha, onde as refeições são preparadas e despachadas por meio de motoboys. Este modelo surgiu no Reino Unido, ainda antes da pandemia, mas ganhou força no Brasil na esteira da popularização dos aplicativos de entrega.

Para muitos empresários do setor, o novo modelo foi a chave para a sobrevivência do negócio. Graças às dark kitchens, puderam entregar imóveis maiores e mais custosos e mudarem-se para cozinhas sem tanto glamour, mas que cumprem o objetivo central de preparar os pratos encomendados pelos clientes – que já receberiam via delivery de qualquer maneira.

As cozinhas fantasmas também abriram as portas para um sem-número de empreendedores, que tiveram a oportunidade de lançar “restaurantes” com custos infinitamente menores. Também foi uma alternativa para empresas já estabelecidas expandirem os seus negócios para outras regiões ou franqueando as suas marcas para parceiros em outras cidades, ampliando assim a base de clientes.

Cozinha fantasma na prática

Existem dois modelos de dark kitchens: o mais comum são as estruturas individuais, montadas em imóveis comerciais desocupados — outra realidade da pandemia –, que atendem a um único estabelecimento. No entanto, a popularização da atividade também permitiu a criação de galpões industriais que abrigam várias cozinhas em um só lugar. Estruturas que podem preparar desde sushis até feijoada. Esta é uma alternativa de baixo custo, já que as despesas com aluguel, infraestrutura e segurança são rateadas entre os estabelecimentos.

Esses galpões, geralmente, estão localizados em áreas estratégicas, com grande demanda por delivery, algo que pode ser facilmente mapeado pelos aplicativos. Mais próximos dos clientes, esses estabelecimentos têm a possibilidade de encurtar o tempo de entrega, um fator decisivo no momento da escolha.

Mas nem tudo são flores. Com o crescimento repentino, também começam a surgir alguns problemas, como a falta de licenças de funcionamento, o não cumprimento de regras de segurança e o incômodo causado aos vizinhos pelo entra-e-sai de motoqueiros. Outro ponto, ainda mais importante, diz respeito à higiene e limpeza desses locais, que não podem ser verificadas pelos consumidores.

 

 

 

 

Fonte: Revista PEGN 29.07.2021

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