Com foco em mercados do Oriente Médio e Sudeste Asiático, a Seara amplia capacidade produtiva e cria 500 empregos diretos
A JBS anunciou um aporte de US$ 85 milhões para ampliar suas operações na Arábia Saudita, posicionando o país como um centro estratégico de produção e exportação de alimentos halal, que seguem normas da lei islâmica para preparo, processamento e abate, garantindo produtos compatíveis com os princípios religiosos e consumidos por muçulmanos em todo o mundo. A expansão atende ao Oriente Médio, Sudeste Asiático e outros mercados globais.
O investimento integra um plano de capital mais amplo, contemplando as unidades da companhia em Jeddah e Dammam, onde a JBS atua por meio da marca Seara, oferecendo produtos para os segmentos de varejo, foodservice e atacado.
Segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, “a Arábia Saudita é um mercado prioritário, e a expansão reflete nosso compromisso de longo prazo com a região MENA. Ao investir em produção local, fortalecemos a segurança alimentar, ampliamos a capacidade halal e contribuímos para a Visão 2030, estimulando cadeias de abastecimento resilientes e o desenvolvimento de talentos locais”.
A expansão inclui uma parceria com a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj), voltada ao lançamento de frangos inteiros e outros cortes de aves para o mercado saudita. A unidade de Jeddah, em operação desde 2025, já exporta para Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos, e com o novo investimento, deve dobrar sua produção ainda em 2026.
Além do impacto produtivo, a ampliação vai gerar 500 novos empregos diretos, elevando o total de colaboradores da JBS no país para aproximadamente 950 profissionais. Atualmente, a empresa ocupa a terceira posição em market share de frango congelado na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e registra 93% de reconhecimento de marca na categoria de congelados, incluindo cortes e aves inteiras.
Para João Campos, presidente da Seara, a expansão reforça a posição estratégica do país como hub halal escalável, aumentando a resiliência da cadeia de suprimentos e impulsionando o crescimento no Oriente Médio, Norte da África e Ásia, ao mesmo tempo em que promove segurança alimentar sustentável globalmente.