Multinacional intensifica ações no país, transformando práticas agrícolas em um diferencial de sustentabilidade e resiliência da cadeia de suprimentos.
A PepsiCo está reposicionando o Brasil como um pilar estratégico em sua ambiciosa agenda de sustentabilidade, com foco em agricultura regenerativa e redução de carbono, destacou-se em recente análise de mercado. A multinacional tem ampliado seus esforços para integrar práticas agrícolas sustentáveis à sua cadeia global de suprimentos, reconhecendo que os riscos climáticos representam não apenas uma preocupação ambiental, mas um desafio estrutural para a continuidade do negócio.
Com uma agenda ESG robusta — denominada PepsiCo Positive (pep+) — a empresa busca impulsionar uma transição para sistemas de produção mais verdes, conectando crescimento econômico e benefícios ambientais. Neste cenário, o Brasil ganhou destaque por sua escala agrícola, diversidade biológica e potencial de inovação, tornando-se um campo de testes e referência para a implementação de práticas regenerativas no contexto global da companhia.
No país, aproximadamente 95,5 % das matérias‑primas processadas pela PepsiCo têm origem local, e segmentos importantes da produção, como o cultivo de batata para marcas como Lay’s e Ruffles, já adotam múltiplas práticas regenerativas, incluindo plantio de cobertura, uso de bioinsumos e gestão eficiente da água. Essas iniciativas não só reforçam a resiliência da cadeia quanto reduzem impactos ambientais e fortalecimento de parcerias com produtores.
Executivos da empresa ressaltam que a integração de tecnologias como monitoramento por drones, irrigação otimizada e análises climáticas avançadas tem permitido aumentar a produtividade enquanto diminuem os impactos ambientais — um equilíbrio essencial para mercados cada vez mais exigentes e conscientes. Coube ao Brasil demonstrar, na prática, que metas de sustentabilidade podem ser alinhadas a resultados econômicos e confiança do produtor rural.
Especialistas destacam ainda que iniciativas como essa reforçam a posição do setor agrícola brasileiro no debate global sobre mudanças climáticas e cadeias produtivas sustentáveis, ampliando a competitividade das empresas que incorporam medidas de baixo carbono ao seu modelo operacional e de marketing.