Iniciativa-piloto em parceria com Griffith Foods e Milhão combina pagamento por adoção de métodos sustentáveis e resultados ambientais, com meta de alcançar 30 mil acres até 2028
A PepsiCo deu início a um programa-piloto de incentivo direto a produtores rurais no Cerrado brasileiro, em parceria com a Griffith Foods e a Milhão, com foco na promoção da agricultura regenerativa em uma das regiões agrícolas mais estratégicas e biodiversas do país.
A iniciativa busca equilibrar produtividade e conservação ambiental em um território que responde por grande parte da produção nacional de soja e milho, mas que sofre com o avanço do desmatamento e da degradação do solo.
O projeto introduz um modelo híbrido de remuneração que combina o pagamento por práticas sustentáveis com o pagamento por resultados ambientais. Com isso, os agricultores participantes serão recompensados tanto pela adoção de métodos regenerativos, como compostagem, uso de insumos biológicos e redução de fertilizantes químicos, quanto pelo alcance de metas concretas de melhoria ambiental. O programa também prevê pagamentos antecipados para auxiliar na compra de insumos sustentáveis e bonificações proporcionais à redução no uso de agroquímicos durante o ciclo produtivo.
A proposta busca mitigar um dos principais entraves à transição para sistemas agrícolas regenerativos: o risco financeiro enfrentado pelos produtores ao abandonar métodos convencionais. Ao oferecer incentivos econômicos diretos, o projeto pretende estimular práticas que melhorem a saúde do solo, diminuam as emissões de gases de efeito estufa e fortaleçam a resiliência climática das lavouras.
Nesta fase inicial, o piloto abrange uma área de sete mil acres, com previsão de expansão para 30 mil acres nos próximos três anos, equivalente a todo o volume de milho adquirido pela PepsiCo na região. O investimento conjunto das empresas deve atingir cerca de US$ 1 milhão até o final do período.
O programa integra a Climate Resilience Platform da PepsiCo, ferramenta global que apoia agricultores e empresas na adoção de práticas de alto impacto adaptadas às condições locais, promovendo resiliência nas cadeias produtivas e nas comunidades agrícolas.