O alto verão redefine o funcionamento dos supermercados e coloca os produtos frescos no centro das estratégias comerciais e operacionais.
Com temperaturas elevadas e mudanças evidentes no comportamento de compra, redes de diferentes portes passam a priorizar frutas, verduras, legumes e itens refrigerados, alinhando sortimento, exposição e abastecimento a uma demanda por alimentos mais leves, práticos e associados ao bem-estar. O movimento responde tanto ao consumo imediato quanto à necessidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência nas lojas.
O crescimento da procura por alimentos de fácil preparo e alto teor de hidratação, como frutas in natura, saladas prontas e legumes para consumo cru ou rápido, influencia diretamente o layout das lojas, que passam a dar maior visibilidade ao hortifruti logo na entrada, com reposições mais frequentes e comunicação simples voltada à praticidade do dia a dia. O resultado é um aumento no giro desses itens e um impacto positivo no fluxo de clientes.
“A reorganização das prateleiras no verão acompanha uma mudança clara de comportamento, em que o consumidor busca soluções rápidas, frescas e que façam sentido para a rotina de calor. Quando o supermercado antecipa essa necessidade, melhora a experiência de compra, reduz desperdícios e fortalece a relação de confiança com o cliente”, conta Bruno Solino, executivo de Trade Marketing do Grupo TriMais.
A estratégia também se reflete na ampliação do sortimento de produtos prontos ou semiprontos. Frutas cortadas, saladas higienizadas, mixes para sucos e itens refrigerados passam a ocupar mais espaço nas gôndolas, atendendo um público que evita preparos longos e valoriza a conveniência. Além de facilitar a decisão de compra, esses produtos contribuem para elevar o ticket médio, sem exigir grandes mudanças no hábito alimentar do consumidor.
Do ponto de vista da operação, a priorização dos frescos exige ajustes no abastecimento e na logística. Compras mais frequentes, volumes menores e maior proximidade com fornecedores ajudam a garantir qualidade e reduzir perdas, um fator sensível em períodos de altas temperaturas. Redes com atuação regional, como é o caso do TriMais, que está focado na zona Norte de São Paulo, inclusive com centro de distribuição, conseguem encurtar o tempo entre a origem do produto e a prateleira.
“Trabalhar com frescos no verão pede planejamento diário e integração entre compra, loja e exposição. Quando esse fluxo funciona bem, o produto chega melhor ao ponto de venda e o consumidor percebe isso imediatamente”, relata Solino.