Impulsionado pela categoria de bolos, que cresceu 15,7% em valor, o setor registra alta de 3,9%, com destaque para o avanço das marcas menores no canal de atacarejo.
O setor de pães, biscoitos e massas alimentícias registrou um desempenho positivo no primeiro semestre de 2025, alcançando faturamento de R$ 33,8 bilhões, segundo dados da NielsenIQ divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi). O crescimento total foi de 3,9% em valor, com bolos industrializados liderando o avanço da cesta.
A categoria de bolos teve o maior destaque no período, com alta de 15,7% em valor e 8,3% em volume, movimentando R$ 1,4 bilhão e comercializando 32,6 mil toneladas. Na subcategoria “mistura para bolos”, o bolinho de chuva responde por 75,8% da importância, enquanto nos bolos industrializados, o próprio bolo pronto lidera com 41%.
Os pães industrializados cresceram 7,8% em valor e 3,5% em volume, atingindo 400 mil toneladas e um faturamento de R$ 8,3 bilhões. Entre os destaques estão os pães de hambúrguer e hot dog, que, mesmo com aumento de preços (13,2% e 7,2%, respectivamente), tiveram crescimento de volume, refletindo a busca por alternativas mais econômicas para refeições em casa.“Os dados refletem o comportamento dos consumidores que preferem fazer as refeições em casa a preços mais acessíveis”, comenta Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi.
As massas alimentícias registraram crescimento de 4,2%, com movimentação de R$ 7,7 bilhões e consumo de 654,2 mil toneladas. Os tipos “caseiros” foram os únicos com avanço em volume e giro (0,6%), mantendo estabilidade no preço médio. Já as variedades “ovos” e “grano duro” apresentaram retração em giro devido à elevação de preços (1,6% e 6,8%, respectivamente).
A categoria de biscoitos teve alta discreta de 1,1% no faturamento, totalizando R$ 16,4 bilhões, enquanto o volume caiu 4,9%, passando de 765,9 mil para 728,5 mil toneladas. Entre os subsegmentos, os biscoitos cobertos e cookies registraram desempenho positivo, impulsionados pelo aumento dos preços dos chocolates, que subiram 16,4% nas gôndolas.“O consumidor age racionalmente e encontra nos biscoitos uma possibilidade de substituição ao chocolate, buscando prazer e qualidade a um preço mais acessível”, analisa Claudio Fernando Czarnobai, da NielsenIQ.