Marcas apostam em embalagens temáticas e experiências colecionáveis para ampliar engajamento e conexão com consumidores
A aproximação da Copa do Mundo de 2026 vem impulsionando o uso de colecionáveis como ferramenta estratégica no setor alimentício. A tendência, destacada em análise publicada pelo Licensing International, mostra como marcas estão transformando produtos promocionais em plataformas de experiência, fidelização e construção de relevância cultural.
No segmento de alimentos e bebidas, o movimento se fortalece por meio de embalagens temáticas, miniaturas, brindes exclusivos e campanhas inspiradas no universo esportivo e na cultura pop. A estratégia busca aumentar o tempo de interação entre consumidor e marca, além de estimular recompra e compartilhamento nas redes sociais.
Segundo a publicação, o crescimento global do mercado de licensing e produtos colecionáveis acompanha mudanças no comportamento de consumo, cada vez mais orientado por experiências afetivas, nostalgia e pertencimento. Com a Copa funcionando como um dos principais territórios emocionais do calendário global, marcas ampliam investimentos em ativações capazes de gerar conexão contínua com o público.
Entre os exemplos citados estão iniciativas de empresas como Coca-Cola, Valda e Kinder Joy, que utilizam coleções temáticas, embalagens limitadas e itens surpresa para transformar produtos cotidianos em experiências de entretenimento e interação social.
A reportagem também destaca o avanço das estratégias híbridas que conectam físico e digital. QR Codes, conteúdos desbloqueáveis, aplicativos e ações gamificadas ajudam a prolongar o ciclo de vida das campanhas e ampliam o potencial de engajamento além do momento da compra.
Para especialistas em marketing, o crescimento dos colecionáveis no setor alimentício demonstra como o consumo contemporâneo está cada vez mais ligado à experiência, à memória afetiva e ao potencial de compartilhamento cultural das marcas.