As vendas externas brasileiras de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados encerraram 2025 em trajetória de crescimento, consolidando o bom momento do setor no comércio internacional
De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o faturamento com exportações alcançou pouco mais de US$ 250 milhões, resultado que combina avanço em valor e expansão dos volumes embarcados, que se aproximaram de 100 mil toneladas no ano.
O desempenho foi sustentado por uma maior diversificação geográfica dos destinos e pela recuperação de mercados estratégicos. Os Estados Unidos mantiveram a liderança como principal comprador dos produtos brasileiros, com US$ 47,4 milhões, enquanto países da América do Sul tiveram papel decisivo no crescimento. Paraguai e Uruguai figuraram entre os maiores importadores, com US$ 36 milhões e US$ 32,2 milhões, respectivamente, e a Argentina se destacou ao ampliar de forma expressiva suas compras, com US$ 30,9 milhões, movimento associado à retomada da atividade econômica local. Outros mercados da região, como Chile, Colômbia e Cuba, também apresentaram evolução consistente, com taxas de crescimento relevantes, tanto em volume quanto em valor.
A composição da pauta exportadora reforça a competitividade dos produtos brasileiros de maior valor agregado. Os biscoitos responderam pela maior parcela das vendas externas, com US$ 153,4 milhões, impulsionados especialmente por wafers e biscoitos laminados e recheados. Na sequência, pães e bolos industrializados registraram crescimento, somando US$ 62,8 milhões, com destaque para o pão de forma, enquanto as massas alimentícias apresentaram o avanço percentual mais significativo, com alta de 17,4% em valor, alavancadas pela maior demanda por versões instantâneas.
No fluxo oposto, as importações do setor também cresceram ao longo de 2025, totalizando pouco mais de US$ 200 milhões. Ainda assim, o saldo da balança comercial permaneceu positivo, garantindo superávit superior a US$ 40 milhões. Itália, Polônia, Chile e Espanha concentraram a maior parte das compras brasileiras de produtos industrializados dessa categoria.
O resultado do ano reflete um ambiente mais ativo de inserção internacional do setor, com fortalecimento da presença em mercados tradicionais e abertura de novas oportunidades comerciais. A expectativa é de que esse movimento siga gerando impactos positivos nos próximos anos, ampliando a relevância dos alimentos industrializados brasileiros no cenário global.