Operação de até R$ 80 milhões amplia a atuação da rede e aposta em conveniência e novas receitas
O Assaí dá mais um passo em sua estratégia de diversificação ao avançar para o mercado de combustíveis. A Sendas Distribuidora, controladora da rede de atacarejo, recebeu aprovação da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para adquirir 18 postos pertencentes ao Centro de Conveniências Millennium.
As unidades estão instaladas em lojas da companhia no estado de São Paulo, e a operação poderá alcançar R$ 80 milhões. Com a aquisição, o Assaí busca aproveitar a estrutura e o movimento já existentes em seus pontos de venda para incorporar um novo serviço à jornada de compra.
A estratégia ganha escala diante do alcance da rede. Segundo dados divulgados pela companhia, mais de 40 milhões de clientes passam mensalmente por suas lojas, enquanto o fluxo estimado de veículos chega a aproximadamente 20 milhões por mês. A incorporação dos postos permite transformar parte dessa circulação em uma nova oportunidade de consumo, conectando abastecimento e compras em um mesmo local.
Além da conveniência, a companhia pretende utilizar fatores como localização, estacionamentos e infraestrutura instalada para apoiar a nova operação. A entrada no segmento também amplia os pontos de contato com os consumidores e cria espaço para aumentar a participação da empresa nos gastos realizados por seus clientes.
Diversificação como estratégia de crescimento
O acordo para aquisição dos postos havia sido anunciado pelo Assaí em 17 de setembro. A estrutura financeira estabelecida prevê o pagamento de R$ 40 milhões como sinal após a aprovação prévia do Cade. Outros R$ 35 milhões estão vinculados à conclusão da compra de cada uma das sociedades envolvidas, enquanto até R$ 5 milhões adicionais dependem do cumprimento de metas previstas na negociação.
Para o Assaí, a movimentação integra a busca por novas frentes de crescimento complementares ao atacarejo. A estratégia passa por utilizar a escala da companhia e ativos já disponíveis para ampliar a oferta de produtos e serviços, gerar receitas adicionais e aumentar o chamado share of wallet, ou seja, a parcela dos gastos dos consumidores capturada pela empresa.
A operação também pode contribuir para uma utilização mais ampla da infraestrutura das lojas. Ao incorporar uma nova atividade comercial aos mesmos ativos, a rede busca distribuir custos fixos por diferentes fontes de receita e ampliar a produtividade de seus espaços.
Nesse contexto, os postos passam a integrar uma estratégia que vai além da simples entrada em uma nova categoria. A iniciativa reforça um movimento de expansão da experiência de consumo ao redor das lojas, utilizando conveniência, escala e frequência de visita como ativos para desenvolver negócios complementares ao varejo alimentar.




