Segmento pode movimentar US$ 11,5 milhões no país, impulsionado pela busca por conveniência e pela expansão das bebidas prontas para consumo
O mercado brasileiro de café pronto para beber (ready to drink ou RTD) deve ganhar espaço nos próximos anos, acompanhando mudanças nos hábitos de consumo e a crescente procura por bebidas que combinam praticidade e conveniência. Avaliado em US$ 6,4 milhões em 2025, o segmento poderá atingir US$ 11,5 milhões em 2031, uma expansão de aproximadamente 80%, segundo projeções da consultoria Mordor Intelligence.
Para 2026, a estimativa é que a categoria movimente US$ 7,1 milhões no Brasil, cerca de 10% acima do resultado registrado no ano anterior. Entre 2026 e 2031, a expectativa é de uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 10,18%.
Comercializados principalmente em latas e garrafas, os cafés RTD chegam ao consumidor prontos para consumo, sem necessidade de preparo. O formato acompanha a demanda por soluções mais práticas e amplia as possibilidades de inovação para fabricantes de café e empresas do setor de bebidas, que podem explorar novos produtos, ocasiões de consumo, embalagens e posicionamentos de marca.
O avanço projetado para o Brasil acompanha uma tendência observada internacionalmente. O mercado global de café pronto para beber movimentou US$ 24,83 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 26,2 bilhões em 2026. Até 2031, a projeção aponta para US$ 34,2 bilhões, crescimento de aproximadamente 30% em relação a 2026 e CAGR de 7,52% no período.
Outro movimento relevante para a cadeia brasileira de café vem da China. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram uma expansão significativa dos embarques para o mercado asiático nos últimos anos. Em 2020, o Brasil exportou 201,6 mil sacas de 60 quilos para o país. Em 2025, o volume chegou a 1,1 milhão de sacas, alta de 17% em comparação com as 939,7 mil sacas registradas no ano anterior.
A combinação entre expansão do consumo de bebidas prontas, busca por conveniência e crescimento da presença do café brasileiro em mercados internacionais reforça novas oportunidades para empresas interessadas em diversificar portfólios e explorar formatos de consumo além do café tradicional.




