Sistemas bag-in-box acompanham a diversificação das bebidas com soluções para dispensação, logística e conservação em diferentes operações
A diversificação das bebidas servidas no foodservice norte-americano começa a exigir adaptações que ultrapassam a formulação e chegam à estrutura de armazenamento e dispensação. Com o avanço dos refreshers, bebidas geladas, frutadas e com propostas que podem incluir leve efeito energizante, sistemas de embalagem capazes de acomodar diferentes volumes e facilitar mudanças de cardápio encontram novas possibilidades de aplicação.
Nesse movimento, a SIG identificou espaço para o bag-in-box (BIB), formato que pode ser conectado diretamente a equipamentos de dispensação e trabalhar com produtos de diferentes níveis de acidez. As soluções da empresa para foodservice abrangem capacidades entre 1,5 e 20 litros e, segundo a empresa, permitem aproveitamento de até 99% do conteúdo, além de utilizar estruturas de alta barreira voltadas à preservação de características como sabor e cor.
A configuração também interfere na logística. Fornecidas planas antes do envase, as embalagens ocupam menos espaço durante armazenamento e transporte, enquanto o uso de bebidas concentradas permite transportar o produto sem toda a água da formulação e realizar a diluição no próprio estabelecimento. Em aplicações assépticas, a SIG informa ainda que determinados produtos fechados podem alcançar vida útil de até um ano sem refrigeração, dependendo das suas características.
A busca por essa flexibilidade acompanha uma categoria que ainda apresenta baixa penetração nos cardápios norte-americanos, apesar do interesse do consumidor. Dados da Datassential indicam que os refreshers estão presentes em menos de 2% dos menus de restaurantes nos Estados Unidos, enquanto 45% dos consumidores afirmam gostar ou gostar muito dessas bebidas. Entre integrantes da Geração Z, 53% esperam encontrar opções não alcoólicas exclusivas nos estabelecimentos de foodservice.
A distância entre interesse e presença nos cardápios cria espaço para novos sabores, edições temporárias e diferentes propostas de bebidas, mas também demanda estruturas capazes de absorver essas mudanças sem grandes alterações operacionais. Nesse processo, embalagem, logística e dispensação se tornam componentes da viabilidade das inovações que chegam ao foodservice.




