Pesquisa da ABRASORVETE mostra que 80% dos fabricantes esperam crescimento superior a 10% na alta temporada, com 43% projetando avanço acima de 20%
A indústria brasileira de gelados comestíveis entra na temporada de maior consumo com expectativa de crescimento das vendas. Levantamento da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (ABRASORVETE) mostra que 80% dos fabricantes consultados projetam aumento superior a 10% em relação ao mesmo período do ano passado, diante da perspectiva de temperaturas acima da média durante a primavera e o verão.
Entre as empresas ouvidas, 43% esperam crescimento superior a 20% no faturamento durante a alta temporada, enquanto 37% projetam avanço entre 11% e 20%. Nenhuma prevê retração ou estabilidade nesse período. “O setor demonstrou agilidade operacional para absorver o pico de demanda sazonal. O ganho projetado é reflexo de um planejamento que equilibra a contratação de mão de obra temporária com a alocação de capital em portfólios de maior valor agregado”, afirma Márcio Favaro, Presidente da ABRASORVETE.
A preparação para o aumento sazonal do consumo também alcançou a estrutura produtiva. A contratação de mão de obra temporária foi adotada por 47% das empresas para reforçar as linhas de produção e a atuação nos pontos de venda, enquanto 32% recorreram ao aumento de turnos para expandir a capacidade fabril e acelerar lançamentos. Outros 21% direcionaram recursos para logística de distribuição, rede de frio e ações de trade marketing.
Em setembro, mês em que é celebrado o Dia do Sorvete, em 23 de setembro, 84% dos fabricantes esperam crescimento do faturamento em relação ao mesmo mês de 2025. Desse total, 26% projetam avanço de até 5%, outros 26% estimam alta entre 6% e 10%, 21% trabalham com crescimento entre 11% e 20% e 11% esperam superar 20%. Os 16% restantes preveem estabilidade.
A pesquisa também identifica uma concentração dos investimentos de médio prazo em inovação e diversificação do portfólio. P&D em linhas de maior valor agregado aparece como prioridade para 57,9% das empresas, com foco em produtos zero açúcar, veganos, proteicos e funcionais. Frota e equipamentos de conservação no ponto de venda e expansão geográfica aparecem, cada um, com 15,8%, enquanto 10,5% direcionam investimentos para automação industrial e eficiência energética.
“O empresário de gelados comestíveis compreendeu que a sustentabilidade financeira do negócio exige responder aos picos de demanda climática sem abrir mão da margem, obtida por meio de produtos funcionais e de maior densidade nutricional”, conclui Favaro.




