Os consumidores demandam produtos que sejam nutritivos, saborosos e que imitem ou até superem a experiência sensorial dos alimentos de origem animal. A missão dos desenvolvedores: transformar matérias-primas, como proteínas vegetais, gorduras e fibras, em produtos que vão além do “substituto”, criando um novo patamar de indulgência e funcionalidade.
Longe de estar estagnado, o mercado de ingredientes plant-based continua a surpreender e a desafiar as normas, à medida que a preocupação com a saúde, a sustentabilidade e o bem-estar animal aumenta de forma global.
É um mercado que cresce não apenas em números, mas que também se diversifica rapidamente, ganhando espaço em novas categorias e com consumidores cada vez mais variados.
Em 2023, o mercado global de produtos plant-based foi avaliado em cerca de US$ 50 bilhões, segundo dados da Grand View Research, e a previsão é de que alcance US$ 85 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 12% entre 2024 e 2030.
Entre as principais categorias, os substitutos de carne se destacam, responsáveis por aproximadamente US$ 12 bilhões em 2023, com projeção de alcançar US$ 21 bilhões até 2030; o crescimento anual estimado é de 11%, impulsionado por avanços em sabor e textura, além do aumento da adoção por grandes redes de fast food.
As bebidas vegetais são a maior categoria, movimentando cerca de US$ 19 bilhões em 2023, com previsão de atingir US$ 32 bilhões até 2030, crescendo a um ritmo de 10% ao ano. Leites de aveia, amêndoa e soja lideram, enquanto novos ingredientes, como o cânhamo, começam a ganhar relevância.
Um mercado em ascensão é o de snacks e confeitos, avaliado em US$ 5 bilhões em 2023 e projetado para crescer a uma CAGR de 13%, alcançando US$ 9 bilhões em 2030. Snacks ricos em proteínas e confeitos com ingredientes clean label são as principais tendências.
Já a categoria de produtos prontos para consumo (ready-to-eat), avaliada em US$ 6 bilhões em 2023, deve atingir US$ 11 bilhões até 2030, com crescimento anual de 11%, impulsionada por consumidores em busca de praticidade aliada a opções saudáveis.
O crescimento global vem sendo impulsionado principalmente pela Europa e América do Norte, mas outros mercados, como Ásia e América Latina, estão acelerando rapidamente.
A América Latina é uma região que tem se mostrado especialmente promissora. Embora a adoção inicial tenha sido um pouco mais lenta em comparação com a Europa e os Estados Unidos, o interesse da população e o aumento das alternativas disponíveis vêm criando um cenário favorável.
De acordo com a Euromonitor International, em 2023, o mercado latino-americano de produtos plant-based movimentou cerca de US$ 1,2 bilhão, com previsão de crescer a uma taxa de 9% ao ano até 2028, alcançando US$ 1,85 bilhão. Diferentemente de mercados mais maduros, a região adota uma abordagem adaptada a ingredientes locais e preços competitivos.
Em termos de categorias, as bebidas plant-based lideram, seguidas por alternativas de carne e laticínios. As bebidas proteicas, especialmente as de origem vegetal, estão ganhando popularidade devido ao aumento da demanda por alternativas mais saudáveis e compatíveis com dietas vegetarianas e veganas. Além disso, produtos como hambúrgueres e carnes plant-based estão ganhando força.
Dados da Market Data Forecast indicam que com relação aos tipos de proteína vegetal mais utilizados, a soja domina o mercado devido a sua acessibilidade e ampla utilização, enquanto proteínas de ervilha têm mostrado crescimento acelerado, com sua popularidade aumentando devido a versatilidade e benefícios nutricionais, como ser livre de lactose e glúten.
No Brasil, o mercado plant-based segue em plena expansão, movimentado principalmente pelo forte interesse das gerações mais jovens, que buscam alternativas mais saudáveis, sustentáveis e éticas. Em 2023, dados da Mintel mostram que o setor movimentou cerca de R$ 2,2 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) estimada em 15% até 2025.
Entre as categorias que impulsionam esse crescimento, as bebidas vegetais lideram, respondendo por aproximadamente 50% do mercado nacional e movimentando, em 2023, R$ 1,1 bilhão, com previsão de atingir R$ 1,3 bilhão em 2024 e alcançar R$ 1,6 bilhão até 2025, conforme projeções da Future Market Insights. O sucesso é impulsionado pela diversidade de opções, como leites de aveia, coco e amêndoa, além de fortificações nutricionais que atendem a um público cada vez mais exigente.
A categoria de carnes vegetais também apresenta resultados expressivos, com um faturamento de R$ 500 milhões em 2023, de acordo com a Mintel. As inovações em sabor e textura voltadas para atender consumidores flexitarianos devem impulsionar o setor para R$ 600 milhões em 2024, com estimativa de crescimento para R$ 800 milhões até 2025, segundo a Euromonitor International. A entrada de novos players e a ampliação da distribuição, especialmente no varejo e no foodservice, têm sido fundamentais para a consolidação desse mercado.
Outro destaque são os snacks e confeitos plant-based, que movimentaram R$ 300 milhões no ano passado. Valorizados por sua composição rica em proteínas e atributos clean label, esses produtos devem atingir R$ 375 milhões em 2024 e crescer para R$ 500 milhões até 2025, conforme análise da Future Market Insights. A utilização de ingredientes locais, como mandioca e castanhas, tem sido um diferencial para atrair consumidores em busca de opções autênticas e sustentáveis.
Já os produtos prontos para consumo, como refeições congeladas e sobremesas, movimentaram R$ 200 milhões em 2023, de acordo com a Mintel. Esse segmento apresenta perspectivas de crescimento significativo, com expectativa de faturar R$ 260 milhões em 2024 e alcançar R$ 350 milhões até 2025, impulsionado pela demanda por praticidade e saudabilidade.
Com cerca de 30 milhões de brasileiros já se identificando como vegetarianos ou flexitarianos, o que representa aproximadamente 14% da população, de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o mercado de produtos plant-based está longe de ser apenas uma tendência passageira, posicionando-se como um dos setores mais dinâmicos da indústria de alimentos e bebidas.
As projeções são de crescimento contínuo e consumidores cada vez mais engajados, criando oportunidades cada vez maiores e mais diversificadas, desde a criação de novos produtos e sabores até o desenvolvimento de novas tecnologias e, claro, uma boa dose de criatividade para acompanhar e liderar as transformações desse mercado.
Os ingredientes-chave
A sinergia entre ingredientes, seja para um hambúrguer com textura autêntica ou um leite vegetal com perfil sensorial completo, demanda não apenas inovação, mas um profundo entendimento dos processos e das propriedades de cada ingrediente.
Para os fabricantes, o trabalho é constante, mas o potencial de inovação é ainda maior, exigindo criatividade e um toque científico para que os produtos finais atendam tanto a experiência sensorial quanto às exigências do consumidor moderno.
Em cada formulação, ingredientes cuidadosamente selecionados e combinados criam uma nova geração de alimentos, que se destaca pela tecnologia e, ao mesmo tempo, pela naturalidade.
Os principais protagonistas que fazem o “milagre” acontecer na fabricação de produtos plant-based incluem proteínas, gorduras, moduladores de sabor e estabilizantes, cada um desempenhando um papel específico e essencial para garantir que o resultado final seja equilibrado e convincente.
Os avanços nos processos de fabricação também tem sido essenciais para que alimentos e bebidas plant-based atendam às crescentes expectativas de sabor, textura e sustentabilidade. Tecnologias como fermentação de precisão, biocatálise enzimática e engenharia de proteínas, estão revolucionando o setor e impulsionando a próxima geração de produtos à base de plantas.
A base, mas longe do básico
A escolha da fonte proteica é essencial, e opções não faltam, de ervilha e soja até grão-de-bico e quinoa, as proteínas vegetais são a estrutura e o corpo dos produtos plant-based, indo muito além de atender a uma demanda por substitutos de carne, leite ou ovos, mas redefinido o equilíbrio entre nutrição, sabor e textura.
As proteínas vegetais oferecem um perfil nutricional robusto, com boas quantidades de aminoácidos essenciais, além de serem ricas em fibras, vitaminas e minerais. O que até pouco tempo atrás era visto como um desafio na formulação de produtos plant-based, ou seja, a obtenção de uma proteína que não comprometa a qualidade nutricional e sensorial dos alimentos, hoje tornou-se um ponto de inovação. Com foco não apenas em volume, mas também em qualidade, novas tecnologias, como o uso de blends proteicos e fermentação de precisão, têm permitido melhorar o perfil nutricional, complementando deficiências típicas de algumas proteínas vegetais. Um exemplo? A combinação das proteínas de arroz e de ervilha, que resulta em um perfil de aminoácidos mais completo e mais próximo ao da proteína animal.
A indústria também tem incorporado benefícios adicionais em seus produtos, como aumento da ingestão de fibras, antioxidantes e fitoquímicos benéficos para a saúde.
Quanto a textura, um dos aspectos mais sensíveis e críticos na formulação de alimentos plant-based, a busca por alternativas que simulem a maciez da carne ou a cremosidade dos laticínios tem levado ao desenvolvimento de proteínas que se comportam de maneira semelhante às de origem animal. As de ervilha e de arroz têm sido amplamente usadas em produtos como hambúrgueres, salsichas e almôndegas, criando estruturas que replicam a carne moída ou até mesmo o queijo derretido. Já as de batata e amêndoa têm se mostrado promissoras ao conferir uma textura aveludada em bebidas e cremosidade em queijos plant-based.
Em relação ao sabor, as proteínas vegetais oferecem desafios adicionais. As opções mais comuns, como soja e ervilha, podem apresentar sabor residual que, se não tratado corretamente, compromete a aceitação do produto. Soluções como moduladores de sabor e processos de remoção de notas vegetais indesejadas têm feito toda a diferença. Além disso, avanços tecnológicos têm permitido o desenvolvimento de proteínas com sabores mais neutros ou até mesmo doces, o que abre portas para a criação de uma gama maior de produtos que atendam ao paladar dos consumidores.
No mercado atual, as opções mais comuns incluem as proteínas de soja, uma das mais antigas e conhecidas na indústria plant-based; de ervilha, que ganhou popularidade por seu perfil nutricional equilibrado e sua capacidade de formar uma textura semelhante à da carne; de arroz, que possui uma textura mais suave e neutra; de grão-de-bico, excelente para criar texturas cremosas; e, embora não tão comuns, as proteínas de sementes, como as de abóbora e cânhamo, que estão ganhando relevância por serem ricas em ácidos graxos essenciais e possuírem um sabor mais terroso e robusto.
Suculência e textura na medida certa
A gordura é outro ingrediente fundamental, não apenas por atender às necessidades nutricionais, mas por proporcionar uma experiência sensorial agradável, destacando-se por sua capacidade de replicar as texturas e o sabor dos produtos tradicionais de origem animal.
Além de importante fonte de ácidos graxos essenciais, como ômega-3 e ômega-6, que contribuem para a saúde cerebral e cardiovascular, é responsável pela sensação de indulgência e maciez em muitos produtos alimentícios, sendo fundamental para imitar as características sensoriais de carnes, queijos e laticínios, conferindo uma textura cremosa e suave. Em bebidas, como leites vegetais e alternativas ao iogurte, fornecem viscosidade e mouthfeel, características típicas dos produtos lácteos.
Contudo, é essencial escolher gorduras que não apenas atendam às necessidades calóricas, mas também ofereçam um equilíbrio adequado entre gorduras saturadas e insaturadas, especialmente em substituições de produtos como queijos e carnes, e que, ao mesmo tempo, garantam que o produto seja não só convincente em textura, mas também prazeroso ao paladar.
Entre os tipos mais comuns utilizados, destacam-se os óleos de coco, palmiste, palma, canola, girassol e as manteigas vegetais, cada um com aplicações específicas que tornam a sua escolha adequada para a criação de produtos plant-based com as características desejadas.
Além de emulsões complexas e até óleos em pó, que garantem que queijos veganos e leites à base de plantas tenham o mesmo comportamento dos produtos tradicionais, a indústria tem investido em inovações, como lipídios vegetais que imitam com mais precisão a gordura animal, e o uso de gorduras estruturadas, que melhoram a textura e a estabilidade dos produtos e ajudam na absorção de nutrientes.
Alcançando o equilíbrio de sabor
Um dos grandes desafios nos produtos plant-based é o sabor, e é por isso que moduladores e aromatizantes são indispensáveis.
Os moduladores de sabor são ingredientes que não possuem sabor próprio, mas são capazes de alterar ou realçar os sabores de outros componentes. Na categoria plant-based, atuam de maneira estratégica, suavizando notas indesejáveis, como amargor ou “gosto de grão”, e destacando características desejáveis, como a suavidade e doçura natural de frutas ou o frescor das ervas.
São ingredientes fundamentais na formulação de alternativas à carne, leite e outros produtos de origem animal, onde a combinação de sabores é essencial para simular as experiências sensoriais que os consumidores estão acostumados. Moduladores como glutamatos naturais, lecitinas e extratos de fermentação, têm sido amplamente usados para otimizar o perfil sensorial sem a necessidade de adicionar ingredientes artificiais ou prejudiciais à saúde.
Já os aromatizantes atuam na criação de um perfil de sabor convincente, que simula ou complementa o sabor de ingredientes animais. Aromatizantes naturais, que podem ser extraídos de frutas, ervas, especiarias ou até de processos biotecnológicos, são as escolhas mais comuns quando se busca clean label sem comprometer o sabor.
Os principais tipos de aromatizantes e moduladores disponíveis para o mercado plant-based, incluem aromatizantes naturais, aromas de fermentação, moduladores de umami e moduladores de doçura.
Nos últimos anos, uma série de inovações tem transformado o cenário dos aromatizantes e moduladores. A utilização de enzimas e microrganismos para a modulação do sabor está se tornando cada vez mais popular, principalmente em produtos como queijos e carnes vegetais, permitindo a criação de produtos com sabor mais autêntico e com perfil sensorial mais próximo do original, além de otimizar a produção e reduzir o desperdício de ingredientes.
Também tem transformado a maneira como o sabor pode ser modulado. Com a ajuda de microrganismos, é possível desenvolver sabores específicos que ajudam a replicar o gosto característico dos produtos de origem animal, desde o queijo até o bacon.
Outra inovação é o uso de aromas encapsulados, possibilitando que os compostos aromáticos sejam liberados de forma controlada, o que resulta em uma experiência sensorial mais intensa e duradoura.
Combinação que dá “match”
Um dos maiores trunfos dos desenvolvedores plant-based para conseguir a textura ideal e manter o produto suculento, é a combinação de amidos e fibras vegetais.
Os amidos vegetais, como os derivados de milho, batata, arroz, mandioca e trigo, desempenham papel fundamental na criação de estruturas e na retenção de água. No caso dos amidos, sua habilidade em formar géis quando combinados com água os torna ideais para a produção de alimentos plant-based com boa textura e retenção de umidade, o que é particularmente importante em produtos como carnes e hambúrgueres vegetais, que necessitam de uma estrutura firme, mas ao mesmo tempo suculenta.
Por outro lado, as fibras vegetais, além de contribuírem para a saúde digestiva, também atuam na retenção de água e formação de texturas mais agradáveis. Celulose, hemicelulose e pectina são algumas fibras que podem ser usadas para dar corpo e aumentar a viscosidade dos produtos, sem adicionar calorias extras, além de auxiliarem na criação de uma sensação de plenitude no paladar, sem comprometer a integridade do produto.
Existem diferentes tipos de amidos e fibras que oferecem soluções específicas para os desafios de textura e suculência em alimentos plant-based, cada um com características específicas que podem ser combinadas para obter a textura desejada em diferentes produtos alimentícios e bebidas.
Apesar de se apresentar como uma estratégia eficiente para atingir a textura ideal e garantir a suculência em produtos plant-based, a combinação de amidos e fibras vegetais ainda apresenta desafios, os quais estão sendo superados com o avanço das pesquisas que exploram combinações mais eficientes e naturais, além de formas de otimizar o uso desses ingredientes para melhorar ainda mais a experiência sensorial.
O desenvolvimento de amidos modificados, que possuem propriedades de gelificação mais robustas ou melhor capacidade de retenção de água, tem sido uma tendência crescente, permitindo que os fabricantes criem texturas mais naturais e suculentas sem recorrer ao uso excessivo de aditivos ou ingredientes artificiais.
No campo das fibras vegetais, a biotecnologia tem aberto caminho para a criação de fibras com propriedades otimizadas para cada aplicação. Exemplos são as fibras de celulose extraídas de fontes não convencionais, como algas ou resíduos agrícolas, que não oferecem apenas vantagens em termos de custo e sustentabilidade, mas também melhoram a textura e a estabilidade dos produtos. A fibra de chicória é uma das mais avançadas em termos de pesquisa e desenvolvimento, sendo cada vez mais utilizada devido ao seu perfil nutricional e sua capacidade de melhorar a textura de forma natural.
Garantindo estabilidade e durabilidade
Quando se fala em alimentos e bebidas plant-based, é fácil lembrar da imagem de um hambúrguer que promete suculência ou de uma bebida láctea que desliza no copo com cremosidade impecável. Replicar a textura, a estabilidade e a experiência sensorial de produtos tradicionais utilizando apenas ingredientes de origem vegetal é um desafio essencial para o setor de pesquisa e desenvolvimento.
Para alcançar resultados satisfatórios, estabilizantes e emulsificantes têm se mostrado ferramentas indispensáveis, desempenhando papéis críticos na estruturação e na funcionalidade dessas formulações, ao atuarem na interação entre componentes que naturalmente não se misturam, como óleo e água, garantindo uniformidade, cremosidade e estabilidade em produtos como leites vegetais, queijos alternativos e sobremesas congeladas.
Entre os estabilizantes mais utilizados estão gomas naturais, carragenanas e pectinas, que oferecem soluções para melhorar a viscosidade, formar géis ou estabilizar proteínas. Já os emulsificantes, como lecitinas, mono e diglicerídeos de ácidos graxos e ésteres de poliglicerol, atuam na dispersão uniforme de óleos e na manutenção da consistência ao longo do tempo.
O avanço tecnológico também tem impulsionado inovações alinhadas às demandas do mercado por ingredientes mais naturais e formulações clean label. Entre as novidades estão emulsificantes desenvolvidos por fermentação biotecnológica, amidos funcionais que aliam estabilização a benefícios nutricionais, proteínas vegetais com propriedades emulsificantes e fibras cítricas modificadas que entregam funcionalidade, enquanto promovem a saúde intestinal.
Soluções inovadoras para o mercado plant-based
Com o crescente interesse por produtos plant-based, os consumidores estão cada vez mais buscando opções que combinem sabor, saudabilidade e sustentabilidade, refletindo a crescente demanda por alternativas mais saudáveis, diversificadas e com menor impacto ambiental.
Nesse cenário, a inovação se torna um diferencial, e é exatamente isso que a Barentz oferece ao mercado por meio das soluções Gelamyl® e CheeseMaker®, fabricadas pela KMC (Dinamarca), ambas compostas por amidos modificados de batata.
A linha Gelamyl® foi especialmente desenvolvida para substituir a gelatina em balas e gomas, oferecendo alternativas com texturas variadas, elasticidade, alta transparência, sabor neutro e facilidade no processamento, com destaque para a resistência a altas temperaturas, o que impede que os confeitos se aglomerem durante o armazenamento, além de redução de custos e a possibilidade de customização de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.

“Essa solução é ideal para marcas que buscam alternativas plant-based, pois os produtos são também GMO-free, Allergen-free e possuem certificações Halal e Kosher, garantindo a qualidade e o cumprimento de normas rigorosas”, reforça Ana Raquel Carrara, Commercial Manager para a divisão de Human Nutrition da Barentz Brasil.
Já a linha CheeseMaker® foi projetada para substituir a proteína láctea na produção de queijos análogos e spreads, conferindo texturas e propriedades de derretimento que possibilitam a produção de uma grande variedade de queijos, como muçarela, prato, cheddar e parmesão, ideais para atender o mercado foodservice em aplicações diversas, que vão de pizzas a pratos prontos.
Ana Carrara destaca que a linha CheeseMaker® também oferece amidos especiais para a fabricação de queijos e spreads veganos. “Com um processamento rápido e fácil, sabor e cor neutros, permitem que as marcas desenvolvam produtos personalizados conforme as preferências e exigências dos consumidores”, conclui.
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Cálcio de algas marinhas: inovação e qualidade para dietas plant-based
Atualmente, boa parte do cálcio utilizado para enriquecer bebidas vegetais, alimentos plant-based e suplementos dietéticos tradicionais é, na maioria das vezes, o carbonato de cálcio proveniente de rocha calcária e outras fontes inorgânicas, que não oferecem boa absorção ao organismo humano.
Como alternativa viável, o cálcio derivado da alga marinha Lithothamnion sp. ganhou destaque na indústria alimentícia por tratar-se de um ingrediente vegano, sustentável e com composição naturalmente rica em cálcio, magnésio e ferro, além de outros 76 oligoelementos altamente biodisponíveis, sendo uma opção altamente eficiente para enriquecer formulações.

“Diante desse cenário, nota-se o incrível potencial que o cálcio vegetal tem para atender o crescente público que busca uma fonte de cálcio de maior qualidade”, afirma Izabelle Bianchi, Responsável Técnica da Litholife, fornecedora de cálcio vegetal, e que se destaca no mercado pela sua dedicação à pesquisa, garantindo a pureza, segurança e eficácia de seus produtos.
Izabelle também destaca as vantagens expressivas do seu uso, como alto teor de agentes antioxidantes de elevada biodisponibilidade, atuação na melhora da textura de pães, cereais e snacks sem glúten e ação como estabilizante em emulsões, além de não possuir fatores antinutricionais (fitatos, oxalatos, taninos e outras substâncias fenólicas) e apresentar teor irrelevante de calorias e gorduras, tudo isso sem provocar alterações no sabor.
“Atualmente, suas principais aplicações são em bebidas vegetais liquidas e em pó, suplementos alimentares em cápsulas e comprimidos, mix em pó, barras de cereal e snacks. Por ser um ingrediente de fonte sustentável, é uma excelente alternativa para substituir outras fontes de cálcio em alimentos e bebidas à base de plantas”, ressalta Izabelle.
Inovações impulsionam o mercado plant-based no Brasil
O mercado brasileiro de alimentos plant-based tem apresentado crescimento significativo nos últimos anos, impulsionado pela crescente demanda por alternativas mais sustentáveis e saudáveis.
Focada no desenvolvimento e distribuição de ingredientes que ajudam a criar soluções alinhadas às novas tendências, a IMCD Brasil Food & Nutrition oferece em seu portfólio a Proteína de Ervilha Profam® Pea 580, da ADM®, e a linha Tylopur®, da Shin-Etsu Chemical Co., Ltd.
A Proteína de Ervilha Profam® Pea 580 se destaca no mercado por sua qualidade nutricional, versatilidade e benefícios funcionais. Com 80% de proteína de alta qualidade, boa quantidade de aminoácidos essenciais e perfil funcional elevado, apresenta excelente solubilidade, força de gel e estabilidade em diversas formulações, sendo altamente recomendada para diferentes tipos de alimentos e bebidas.

“As características únicas da Profam® Pea 580, a tornam superior para diversos tipos de aplicação por ter boa digestibilidade, sabor limpo e sem retrogosto, cor neutra e melhorar a textura em bebidas vegetais, snacks, suplementos e análogos de carne”, destaca Lígia Fonseca, Especialista de Produtos da IMCD Food & Nutrition.
Já a linha de produtos Tylopur® oferece graus de Metilcelulose e Hidroxipropilmetilcelulose de alta qualidade, com propriedades exclusivas que aumentam a viscosidade durante o aquecimento e proporcionam a estabilização do sistema alimentar de maneira eficaz.
Lígia explica que a linha Tylopur® mantém a forma do produto durante o aquecimento, proporciona uma gelificação térmica reversível, evita texturas duras e pegajosas, oferece sensação de preenchimento na boca e controla a viscosidade tanto em baixas quanto em altas temperaturas, assegurando que os alimentos estruturados mantenham uma excelente forma e textura em todas as etapas do processo. “Em alimentos plant-based, a metilcelulose cria uma textura semelhante à da carne quando aquecida e proporciona uma mordida ideal, enquanto a hidroxipropilmetilcelulose é uma opção para substituição de ovos quando se requer aeração e textura mais macia”, acrescenta.
Otimizando recursos e antecipando tendências
Com foco na sustentabilidade e na inovação, a indústria de ingredientes plant-based está transformando o setor de alimentos e bebidas. Um exemplo dessa evolução é a atuação da Tereos Amido & Adoçantes, que oferece soluções que otimizam o uso de recursos naturais e atendem à crescente demanda por produtos à base de plantas.
A nova campanha da empresa, “Essencial para Receitas de Sucesso”, reflete o seu compromisso com a sustentabilidade e sua capacidade de antecipar tendências, conforme explica José Gutierrez, BU Director President: “Nossa campanha é uma demonstração do nosso esforço em criar soluções que atendam a um mercado exigente, ao mesmo tempo em que promovemos uma cadeia produtiva mais eficiente e sustentável”.






















