Inovação tecnológica tem ganhado espaço na indústria brasileira, especialmente na busca por maior eficiência operacional e produtividade.
Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em março de 2026, mostra que 69% das indústrias direcionam esforços de inovação para a melhoria dos processos produtivos.
Na Puro.Açaí, rede cearense de self-service de açaí no Nordeste, a tecnologia está presente em diferentes etapas da operação, da produção industrial à gestão corporativa. Com mais de 80 unidades pelo país, produção anual de aproximadamente 1.200 toneladas de açaí e fazenda própria no Pará, a empresa utiliza recursos digitais para acompanhar indicadores, monitorar processos e embasar decisões estratégicas relacionadas à eficiência operacional e ao crescimento da marca.
Para acompanhar o desempenho das diferentes etapas da produção, a rede investe em sistemas e painéis de monitoramento remoto que permitem aos profissionais de cada área visualizar indicadores em tempo real. Entre os parâmetros monitorados estão a temperatura de congelamento dos produtos, a velocidade de mistura na linha de produção e as etapas de pasteurização. O acompanhamento oferece maior visibilidade sobre os processos e auxilia as equipes no controle das condições de produção e na identificação de possíveis variações.
Segundo Fernando Horácio, diretor-executivo da Puro.Açaí, a adoção de ferramentas tecnológicas têm contribuído para a gestão da operação e o planejamento da expansão da marca. “Desde que começamos a contar com o apoio das ferramentas digitais, conseguimos agilizar a análise de relatórios e indicadores que ajudam a mapear e projetar os próximos passos, ampliando o suporte à tomada de decisões no dia a dia operacional”, afirma.
Além da modernização dos processos produtivos e da otimização das atividades administrativas, a inteligência artificial também auxilia no planejamento estratégico da rede. As ferramentas são utilizadas em estudos geográficos para avaliar potenciais pontos comerciais, na elaboração de previsões de demanda por produto e região, e no aprimoramento do planejamento de estoques. “Entendemos que os sistemas operacionais são essenciais para direcionar os esforços e compreender as necessidades de cada unidade, contribuindo para a rotatividade dos produtos e para uma gestão financeira mais eficiente”, explica Fernando Horácio.
A rede também avalia novas possibilidades de aplicação da tecnologia para aprimorar a experiência dos consumidores. Entre as iniciativas em análise está a introdução de totens de autoatendimento nas lojas, com potencial para agilizar os pedidos, otimizar o fluxo de atendimento e proporcionar mais autonomia aos clientes.



